PECS

As crianças que usam PECS, são treinadas a aproximar-se e dar uma imagem/ foto de um objecto desejado, ao seu interlocutor, para obter tal objecto. Ao realizar isto, a criança inicia um acto comunicativo para obter um resultado concreto num contexto social.

PECS  é dividido em 6 fases:
  • Video: ilustrativo das diferentes fases
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FASE 1: TROCA DA FIGURA


Objectivo:

Quando vir um objecto altamente preferido, a criança tomará a imagem do objecto, aproximar-se-á do terapeuta e deixará a imagem/ foto na mão do terapeuta;

Ao realizar isto, a criança inicia um acto comunicativo para obter um resultado concreto dentro de um contexto social.

Pontos-Chave
Não existência de incentivos (estimulações) verbais
Responder sempre como se a criança tivesse falado

Organizar oportunidades ao longo do dia para que a criança possa solicitar (pedir)

Procedimento:

A. Intercâmbio Completamente Assistido
A criança deverá alcançar o objecto desejado e o terapeuta, fisicamente ajudar a apanhar a Imagem/ foto.
Uma vez que esta apenas toque no terapeuta, a criança deverá ser imediatamente recompensada!

O terapeuta responde, “Ah! Queres a bola/biscoito, etc…?”

Não serão utilizadas estimulações directas nesta etapa, por exemplo: “O que queres?” “O que foi?”, “Dá-me a imagem/ foto”.

A mão aberta do terapeuta é a pista para a criança.

B. Reforço Gradual

Iniciar evitando o elogio verbal, para em seguida elogiar a criança quando entregar a imagem/ foto.

Depois de entregar a imagem/ foto, a criança é imediatamente reforçada;

Repetir até que deixe a fotografia na mão do terapeuta, sem incentivo, de 8 a 10 sucessos.

C. Reduzindo a pista da “mão aberta”

Esperar, progressivamente mais tempo antes de mostrar a mão aberta.

Problemáticas Iniciais

Algumas irão irritar-se, portanto garanta que o terapeuta esteja com o objecto desejado na sua mão livre (não a mão usada para receber a imagem/ foto).

O terapeuta deverá estar em frente à criança para manter contacto ocular.
Reforçar de imediato (EXTREMAMENTE IMPORTANTE).

Enquanto isso, fazer o intercâmbio apropriado, girando a fotografia diante da criança quando lhe falar para manter a atenção e aumentar o reconhecimento desta imagem/ foto.

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FASE 2: AUMENTAR A ESPONTANEIDADE

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Objectivos:

A criança irá ao quadro de comunicação, apanhará uma imagem/ foto, irá a um adulto e a deixará na sua mão.

Pontos-Chave
Novamente, nenhuma estimulação verbal.

Treinar com um grupo de imagens/ fotos, uma de cada vez.

Trabalhar com vários pessoas (alternando).

Fazer provas de treino estruturado, criando pelo menos 30 oportunidades para pedidos espontâneos (Terapia Fala, Terapia Ocupacional, Descanso, Lanche, etc.)

Procedimento:

Uma imagem/ foto de um objecto altamente preferido é fixada com velcro num quadro de comunicação. Criança e terapeuta estão sentados tal e qual estavam na fase 1.

A. Permitir à criança uma brincadeira de 10 a 15 segundos com o objecto desejado ou que coma parte da bolacha. Pegar no objecto e mostrar o quadro de comunicação com a sua imagem/ foto. Se for solicitada, ajudá-lo fisicamente a pegar na fotografia do quadro de comunicação.

B. Aumentar a distância entre a criança e o terapeuta. A criança inicia o intercâmbio ao agarrar a imagem/ foto e escolhe um adulto.

C. Gradualmente o adulto aumenta a distância. Conforme o êxito da criança (4 a 5 sucessos), em seguida os aumentos das distância devem ser maiores. Atenção as fotografias estão ainda perto da criança.

D. Aumentar a distância entre a criança e a fotografia. Nós queremos que esta vá à imagem/ foto e em seguida ao adulto.

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FASE 3: DISCRIMINAÇÃO DE FIHURAS (IMAGENS/ FOTOS)

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Objectivo:

A criança solicitará os objectos desejados indo ao quadro de comunicação e seleccionando a imagem/ foto apropriada e voltando ao interlocutor para a dar.

Pontos Chave

Nenhuma estimulação verbal – Continuar com as actividades organizadas de forma estruturada, durante pelo menos 20 oportunidades aleatórias. Variar a posição das imagens/ fotos no quadro de comunicação até que a discriminação seja alcançada.

Procedimentos:

A criança e o terapeuta estão sentados numa mesa, e contacto visual directo. Ter disponível várias imagens /fotos de objectos desejados ou contextualmente apropriados, fotografias de objectos irrelevantes ou não preferidos e os objectos correspondentes.

A. Iniciar com um objecto altamente desejável e um não preferido. (Exemplo: Fotografia de um brinquedo sensorial versus fotografia de uma meia)

Reforçar com o objecto que a criança escolha. Elogiar verbalmente se esta escolher o objecto desejado e não demonstrar qualquer reacção se escolher o objecto não desejado. Continuar até que 8 a 10 sucessos sejam alcançados apropriadamente.

B. Acrescentar imagens/ fotos e manipular o valor do reforço das “não preferidas”, para que a criança aprenda a fazer escolhas entre fotografias que são igualmente desejadas.

* Nesta etapa o terapeuta começar a reduzir o tamanho da imagem/ foto

Problemáticas Iniciais
Enquanto ensina a discriminação de imagens, assegure-se de trocar a localização das imagens no quadro de aprendizagem para que não habitue a agarrar uma imagem /fotografia num lugar específico.

Assegurar-se de que o quadro de imagens tenha a imagem/ foto de um objecto “não desejado” em algum lugar entre as demais imagens. Se escolher uma imagem e em seguida reagir negativamente ao objecto, você saberá que não está a discriminar adequadamente.

Se a criança cometer um erro na sua escolha, não responda com um “NÃO” de maneira alguma. Em vez disto, diga o que lhe disse, “Queres a meia ?”. Em seguida dizer, “Se quiseres um filme, precisas pedir”.

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FASE 4: ESTRUTURA DE FRASES


Objectivo:

A criança solicita objectos presentes e não presentes usando uma frase de várias palavras observando o livro. Agarra uma fotografia/símbolo de “Eu quero” e coloca-a numa tira de frases (tira de velcro). Depois, agarra uma imagem do que deseja, coloca-a na tira de frase, e entrega ao seu interlocutor.

Procedimento:
O que deverá estar disponível: Quadro de comunicação, tira de frases, “Eu quero”, imagens e objectos/actividades de reforço.A. Fotografia da frase “Eu quero”
A fotografia “Eu quero” é fixada no canto superior esquerdo do quadro de comunicação. Quando a criança desejar um objecto/actividade, oriente-a a colocar a imagem de “Eu quero”, coloque-a do lado esquerdo da tira de frase, coloque a imagem do objecto desejado junto a ela na tira de frase. A criança então aproxima-se de seu interlocutor e entrega-lhe a tira de frase (velcro). Com o passar do tempo, elimine todas as pistas.
*** Considera-se atingido o objectivo desta etapa com 80% de êxito, com pelo menos 3 pessoas e sem ajuda.

B. Movendo a imagem “Eu quero”
Mova a imagem “Eu quero” para o canto superior direito do quadro de comunicação. Quando a criança quiser um objecto/actividade oriente-o a tomar a imagem “Eu quero”, situando-a à esquerda da tira de frases e situe a imagem do objecto desejado próximo dela na tira de frases. A criança, em seguida, aproxima-se de seu interlocutor e entrega-lhe a tira. Com o passar do tempo, vá retirando as pistas.
*** Se considerar que alcançou os objectivos desta etapa com pelo menos 80% de êxito com pelo menos 3 interlocutores sem ajuda.

C. Referências que não estão a vista
Criar oportunidades para que a criança solicite objectos/oportunidades que não estão à vista.

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FASE 5: RESPONDER AO ” QUE QUERES?”

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Objectivo:
A criança poderá de maneira espontânea solicitar uma variedade de objectos e pode responder a pergunta “O que queres?”

Procedimento:
Tenha disponível quadro de comunicação com imagem “Eu quero”, a tira de velcro (tira de frase) e imagens/ fotos de objectos. Tenha vários objectos de reforço disponíveis, mas inacessíveis (ocultos).

A. Atraso de ZERO segundos:
Com um objecto desejado presente, e a frase “Eu quero” no quadro de comunicação, o terapeuta simultaneamente aponta a frase “Eu quero” e pergunta, “O que queres?”, a criança deve pegar na imagem de “Eu quero” e completar o intercâmbio.

B. Aumentar o intervalo de atraso:
Começar aumentando o tempo entre perguntar “O que queres?” e sinalizar a frase de “Eu quero”.

C. Não dar à criança nenhuma pista de sinalizar:
Uma vez que conseguiu dominar consistentemente a ordem “O que queres?”, então, de forma sistemática, misture para criar oportunidades de pedidos e respostas espontâneas.

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FASE 6: RESPOSTA E COMENTÁRIO ESPONTÂNEO

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Objectivo:

A criança responde apropriadamente a “O que queres?”, “O que estás a ver?”, “O que tens?” e a outras perguntas semelhantes quando estas são feitas de maneira aleatória.

Procedimento:

Tenha disponível o quadro de comunicação com as imagens de “Eu quero”, “Eu vejo”, e a de “Eu tenho”. Também tenha disponível várias imagens de objectos menos preferidos dos que a criança já tenha aprendido a imagem.

A – “O que vês?

B – “O que vês?” versus “O que queres?”

C – “Ver”, versus “Querer” versus “Ter”.

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